Ceci

Aqui do meu Cais

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Do meu cais
voltei das ondas,
e como se anjo eu fora,
ao som de mil violinos
olhei pelas janelas.

E te vi ao longe,
sob a luz emaciada
e tremeluzente de velas
lindas, brancas e belas.

Mantendo, então o sorriso manso,
sem pensar em cicatrizes,
sem sentir calosidades
de amarguras vividas.
Te olho amiga querida,
te sinto plena de vida,
te abraço com meu carinho,
e escuto teu coração
a palpitar de emoção.

Sem ser o anjo proclamado,
sendo apenas um homem fadado,
não anuncio, escuto,
recebo e te dou carinhos,
sorrio com teu sorriso,
me encanto com o teu canto.

Sinto os olores da mata,
espalhados por Jurema.
Ouço o murmúrio dos rios,
acalmados por Oxum.
Peço a Jaci que me empreste
seu mais lindo e claro luar.
Rogo a Iara que cante
para esta noite embalar.

E nesta tela pureza,
criada pela natureza,
reúno todos os tons,
encadeio todos os sons,
e te presenteio amiga,
que oculta já não és mais,
és presente, és real,
és meiguice, és desvelo,
és lealdade e carinho.

Depois, então,
na calada da noite,
zarpo de volta pro cais,
onde um dia minha amiga,
te lendo me pus a chorar,
de afeto, de alegria,
de pura dedicação,
que em jorros aflorou,
do fundo do meu coração.

Querida amiga CECI,
Nestas linhas afinal,
te envio meu mais terno beijo
e te desejo de fato, um
PRÓSPERO E FELIZ NATAL!



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