Para a minha Amiga Oculta, que hoje não é mais OCULTA.
Querida Soninha: Conheço-a há pouco tempo e já aprendi a lhe querer bem, talvez, gratuitamente, talvez pelas afinidades que percebi, talvez pelo fato de ser a “querida” do Miguel.
Apreendi logo seu caráter reto, sua inteireza moral, sua sensibilidade e sua grandeza de alma.
Mas, o que mais me chamou a atenção, foi a relação afetiva e bonita que você e Miguel começaram a construir, tendo a todos nós, amigos blogueiros, como testemunhas e co-participantes.
E, como presente de AO, minha sugestão foi ofertar a você o meu sentimento, com relação a você e Miguel, através do nosso poetinha, Vinícius de Moraes. Sim, aquele soneto famoso e sempre citado para os casais apaixonados:
Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Um abraço para você, minha querida amiga,
De Dora Vilela.
